Laboratórios de universidades vão produzir genéricos em Santa Catarina
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por Léo Castro, especial para a AE 
Itajaí, SC, 11 (AE) - Pelos menos 800 mil pessoas do Vale do Itajaí e do nordeste de Santa Catarina devem ser beneficiadas com a fabricação e distribuição de medicamentos genéricos por duas universidades do Estado. Os remédios vão custar, no mínimo, 40% a menos do que os produzidos pelas grandes indústrias farmacêuticas. A previsão é de que os laboratórios comecem a funcionar no próximo mês e o fornecimento de medicamentos seja feito a partir de abril. O trabalho tem o apoio de prefeituras, que devem organizar a distribuição dos genéricos com prioridade para os mais carentes.
A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Universidade da Região de Joinville (Univille) vão produzir principalmente antiinflamatórios e analgésicos. Na primeira etapa, a produção será de medicamentos similares aos das indústrias do setor. Depois os remédios devem passar por análise do Ministério da Saúde e serão comercializados como genéricos. A Univali e a Univille vão oferecer 68 genéricos para as prefeituras que participam do projeto.
A Univali tem uma melhor estrutura para começar a fabricar os medicamentos. Ela investiu pouco mais de R$ 1 milhão na compra de equipamentos e na construção de um prédio de três andares no câmpus de Itajaí para a instalação do Laboratório Experimental de Produção de Medicamentos. A produção dos remédios genéricos, em Itajaí, deve seguir padrões de primeiro mundo. O modelo de laboratório da Univali vai levar em conta as experiências da Fundação para o Remédio Popular (Furp), de São Paulo, do FDA (órgão fiscalizador de medicamentos) dos Estados Unidos e as exigências da legislação da Comunidade Européia. Pelos menos 200 mil pessoas do município e áreas próximas devem se beneficiar com o projeto.
Em Joinville, o laboratório terá o apoio técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O problema da Univille está sendo em definir o local onde o laboratório vai funcionar. O projeto vai ser desenvolvido em parceria com a Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc). Segundo um dos diretores da entidade, Dario Sales, a associação que representa as prefeituras vai comprar a matéria-prima para a produção dos genéricos. A previsão é de que cerca de 600 mil pessoas no nordeste do Estado terão a possibilidade de comprar medicamentos mais baratos.


