Laboratórios da UEM e UEL receberão R$ 1,7 mi
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sexta-feira, 30 de abril de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Ministério da Saúde vai liberar nos próximos dias R$ 1,7 milhão para a modernização de laboratórios de medicamentos em universidades estaduais do Paraná. Na primeira fase serão beneficiadas apenas a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os recursos fazem parte do Fundo Nacional de Saúde e são destinados ao Programa de Assistência Farmacêutica Básica. As universidades tiveram que enviar os projetos para que o governo federal avaliasse e liberasse os recursos através de convênios.
A UEM foi a única que assinou o convênio e vai receber R$ 942,5 mil no prazo máximo de 30 dias. Atualmente, o laboratório produz 80 mil frascos de medicamentos por mês e mais de 10 milhões de comprimidos. Segundo a farmacêutica responsável pelo laboratório da UEM, Sóstenes Rosa Valentini, serão comprados novos equipamentos e as instalações serão remodeladas. Isso poderá aumentar em 63 vezes a capacidade de produção da universidade. ''A modernização vai diminuir o tempo de entrega dos medicamentos, vai aumentar a capacidade produtiva e as condições de trabalho'', destacou Sóstenes.
Os medicamentos produzidos pelas universidades são vendidos pela metade do valor para prefeituras, secretarias municipais e para o próprio Ministério da Saúde. O laboratório da UEM produz analgésicos, antitérmicos, antibióticos, fortificante nasal e medicamentos para diminuir a pressão arterial.
O convênio da UEL não foi assinado ainda. Faltam apenas ajustes finais. Serão destinados R$ 781 mil para a modernização do laboratório, que está produzindo apenas remédios para hipertensão arterial (ver texto ao lado).
O Ministério da Saúde informou ontem que outro projeto de modernização de laboratório paranaense está sendo analisado. A assessoria de imprensa não soube precisar de qual universidade estadual.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) também possui laboratório de medicamentos, mas ainda muito pequeno. Segundo o funcionário do laboratório Carlos Franke, um projeto para a construção de uma indústria com 1,5 mil metros quadrados já está em análise no Ministério da Saúde. ''Torcemos para que nossa universidade seja lembrada. Temos deficiências e queremos alavancar a produção de medicamentos'', disse ele.
A UEPG produz cremes e pomadas para controle inflamatório e pomadas cicatrizantes. São produzidas cerca de 54 mil bisnagas por mês. Os produtos são distribuídos para prefeituras da região.


