Laboratório suspende uso de contraste
Londrina - O Lab Imagem, um dos três laboratórios que realizam ressonância magnética em Londrina, suspendeu preventivamente os exames com uso de contrastes. Os procedimentos agendados foram remarcados. "Preferimos a suspensão até o esclarecimento total das causas das mortes em Campinas. Provavelmente na segunda-feira voltaremos a utilizar o contraste", explicou o radiologista Jefferson Luiz Padilha.
Na Ultramed e no Hospital Evangélico o uso do produto químico também foi suspenso por alguns dias, mas foi retomado ontem. A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou o número do lote dos contrastes utilizados nos procedimentos em Campinas e como os produtos utilizados pelos laboratórios de Londrina são de lotes diferentes, o procedimento foi retomado. Em Londrina são realizadas em média 110 ressonâncias por dia.
Padilha informou que antes de realizar o exame todo paciente passa por uma entrevista para saber, inclusive, sobre seu histórico alérgico. "Se o paciente tem alergia a algum medicamento tomamos todas as medidas necessárias para diminuir a chance de reação. Se ele já teve alergia de algum contraste, aí contraindicamos o exame", colocou o médico. "Estatisticamente a chance de uma morte por reação alérgica nestes casos é inferior a uma em um milhão."
Um equipamento de ressonância magnética tem tecnologia de última geração e pode custar até R$ 2 milhões. A manutenção constante é fundamental para o bom funcionamento do aparelho e para a garantia da segurança do paciente. "A manutenção é feita mensalmente com a calibração dos computadores, além da limpeza e verificação das peças. O gasto é de aproximadamente R$ 22 mil por mês", frisou Padilha. (L.F.C.)





