Um laboratório de microbiologia é um grande aliado no combate à infecção hospitalar. Com ele, é possível mapear as bactérias que estão agindo e à partir disso escolher os melhores medicamentos. No entanto, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 60% dos hospitais brasileiros não conta com a tecnologia.
A escolha do antibiótico, segundo Flávia Rossi, do Hospital das Clínicas de São Paulo, se dá pela idade, estado de saúde do paciente, e o local da infecção, o que dá uma idéia dos principais patógenos. Quando o laboratório confirma ou não o resultado, o medicamento é readequado. ''Se não há confirmação pelo laboratório, o tratamento é empírico, pelas probabilidades'', alerta.
Em Londrina, hospitais de alta complexidade atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Santa Casa, Hospital Universitário (HU) e Evangélico, contam com laboratórios de microbiologia. As taxas de infecção hospitalar variam de 3% a 4%, no Evangélico, 5%, na Santa Casa, a 7%, no HU.
Os valores, segundo a infectologista Cláudia Dantas Carrilho, coordenadora das comissões de controle de infecção hospitalar (CCIH) da Santa Casa e do HU, estão dentro do aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ainda é preciso melhorar.
O trabalho para conter a infecção hospitalar, explica, aumentou nos últimos anos - reflexo da realização de procedimentos cirúrgicos mais complexos, do aumento do número de pacientes com múltiplas sequelas (vítimas de acidentes de trânsito e da violência), e do aumento progressivo de leitos de UTI. ''Os pacientes estão cada vez mais graves, e as bactérias cada vez mais resistentes'', constata Cláudia.
Com os laboratórios de microbiologia, assegura a infectologista, é possível agir mais rápido para o isolamento do paciente com infecção causada por bactéria resistente. Isso evita que a infecção atinja outros pacientes.(C.P.)

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