São Paulo - A indústria farmacêutica Pfizer, que produz o Viagra para tratamento da disfunção erétil, afirma que o medicamento Potent, comercializado no Brasil por meio da Internet, não pode ser considerado um genérico do Viagra. ''Não está regularizado perante às autoridades sanitárias brasileiras'', considera a diretoria do Pfizer no Brasil, em nota divulgada à imprensa.
O comunicado alerta para a ilegalidade que a comercialização do Potent no Brasil representa. Além de não ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto é contrabandeado, conforme noticiou o jornal O Estado de S.Paulo. A Anvisa já recebeu cerca de cinco pedidos de registro para drogas genéricas com o princípio ativo do Viagra, mas a patente do medicamento é protegida no Brasil por pelo menos mais 10 anos.
''A venda de medicamentos não aprovados pela Anvisa representa uma ilegalidade e um risco para a saúde, pois não tem qualquer garantia de eficácia e segurança'', destaca o laboratório. As embalagens originais do Viagra, fabricado somente pela Pfizer em todo o mundo, possuem lacre e selo de segurança que garantem sua autenticidade.
O mercado brasileiro para tratamento de disfunção erétil passou a contar, desde maio, com duas novas drogas de igual mecanismo de ação do Viagra. Levitra, da Bayer e GlaxoSmithKline, e Cialis, do laboratório Eli Lilly, além do Viagra, investem em campanhas para estimular homens vítimas da disfunção a buscar solução para o problema.

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