Laboratório de pirataria é fechado em Londrina
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - O maior laboratório de pirataria do Norte do Paraná foi fechado ontem na Região Central de Londrina pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) de Maringá. Quatro pessoas foram presas, entre elas pai e filho. O pai era considerado um dos maiores produtores de material falsificado da região e já havia sido detido pela Polícia Federal pelo mesmo crime em 2006.
O grupo foi autuado em flagrante por formação de quadrilha e violação de direitos autorais. Foi aberto inquérito para averiguar se houve lavagem de dinheiro.
O material apreendido, cerca de 200 gravadoras, dez impressoras e uma grande quantidade de CDs e DVDs, foram encaminhados ao Nurce de Maringá, onde será submetido a perícia e ficará à disposição da Justiça.
De acordo com o delegado Fernando Ernandes Martins, o laboratório produzia entre 7 mil e 10 mil mídias por dia, comercializando o material em Londrina, em cidades da região e do Estado de São Paulo. ''É o sétimo laboratório fechado em Londrina em menos de um ano. A cidade é conhecida em outros Estados como a capital da pirataria'', afirmou Martins.
Martins ressaltou ainda que a pessoa que adquire material falsificado para comercialização também pode ser autuado pelo crime de violação de direitos autorais. A pirataria, segundo ele, está fomentando as organizações criminosas no Norte do Paraná.
Para Antônio Borges Filho, diretor-executivo da Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM), entidade que colaborou na investigação do caso, Londrina é vista com grande preocupação no cenário nacional no que diz respeito à pirataria. ''O camelódromo é como um câncer para o comércio formal da cidade'', considerou. Na opinião dele, os comerciantes, os políticos e demais segmentos da sociedade devem se mobilizar para combater este tipo de crime que está trazendo grandes prejuízos à região e não pode ficar impune.
Dados da APCM mostram que no ano passado 19 pessoas foram condenadas no Estado pelo crime de pirataria. Em todo o Brasil, foram regitradas 534 condenações. Em 2010, foram apreendidos mais de 2 milhões de materiais falsificados no Paraná contra 1,95 milhão em 2009.


