La Niña influencia o clima no outono
Agência Estado
De São Paulo
Chega ao fim um dos verões mais frios dos últimos tempos e começou, exatamente às 4h36 de hoje, o outono. Normalmente caracterizado por ser um período de transição, que mistura características do verão e do inverno, desta vez, a nova estação será mais fria por influência do fenômeno climático La Niña - resfriamento das águas do Oceano Pacífico. Embora mais fraco, o efeito continuará a ser sentido até meados de junho.
Além do frio, o outono no Hemisfério Sul será caracterizado por uma redução das chuvas em todo o País, especialmente na Região Sul, que terá as precipitações reduzidas em cerca de 25%, segundo informou o chefe da Divisão de Meteorologia Aplicada do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Expedito Rebello.
Em São Paulo, a perspectiva de um outono mais frio é confirmado pela Climatempo. De acordo com a meteorologista Patrícia Madeira, essa queda na temperatura será gradual. Em maio, aumentam as possibilidades de geadas no Estado. Em abril, deve haver alternância entre dias frios e dias quentes, com grandes variações térmicas de um dia para outro. Maio deve ser o mês em que a temperatura estará mais abaixo da média. Em junho, La Niña, enfraquecida, faz com que o mês tenha temperaturas ligeiramente acima da média.
Para a meteorologista Neide Oliveira, do Inmet, o início da estação será marcado por grandes variações térmicas - que podem chegar a 15 graus no mesmo dia. A temperatura pode atingir marcas elevadas durante o dia, com quedas bruscas durante a noite e a madrugada. Mas, a partir de maio, essas variações serão menores.
No Sul do País, há a possibilidade de ocorrência de neve nas regiões serranas e planalto do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O fenômeno La Niña, ativo desde junho de 1998, deverá acabar em maio. Rebello informou que, em contrapartida, El Niño, que antecedeu La Niña e provocou enormes danos em diversos pontos do País, poderá retornar em novembro.





