O ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause, criou ontem no Recife, em convênio com a Sudene, as frentes produtivas ecológicas. A intenção é utilizar os alistados nas frentes de emergência em serviços como manutenção de parques e mananciais, plantio para conservação de encostas e nascentes, limpeza de açudes e preparação de mudas para reflorestamento.
Segundo o ministro, o objetivo é tornar mais eficaz e produtivo os recursos financeiros e humanos envolvidos no programa de emergência contra a seca. O ministério identificou projetos desenvolvidos pelo Programa Nacional do Meio Ambiente em quase 40 municípios nos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, além de 10 parques e estações ecológicas que, juntos, têm capacidade de absorver até 200 mil dos 1 milhão de trabalhadores cadastrados nas frentes de emergência.
De acordo com o superintendente da Sudene, Sérgio Moreira, o convênio oferece essa alternativa de trabalho, mas as comissões municipais de combate à seca é que decidirão onde utilizar a mão-de-obra alistada. Krause garantiu que todos os projetos e áreas de preserveção ambiental têm pessoal capaz de treinar mão-de-obra.
O ministro também assinou convênios no valor de R$ 20 milhões para obras hídricas em municípios da Paraíba, Pernambuco, Piauí e Bahia. A Paraíba consumiu R$ 16 milhões do total - R$ 9 milhões para a implantação de perímetro irrigado em Várzea de Souza, que vai beneficiar uma área de 5 mil hectares e R$ 7 milhões para a construção de um açude público.

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