Kraft Lacta Suchard investe R$ 200 milhões em fábrica no PR
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 26 (AE) - A Kraft Lacta Suchard, subsidiária da Philips Morris do Brasil, está investindo R$ 200 milhões na remodelação de uma antiga indústria de cigarros, em Curitiba, que será transformada em fábrica alimentícia. Serão criados 3 mil empregos diretos até o fim do projeto, em 2005.
A primeira etapa - com início em agosto e término previsto para junho -, quando a fábrica começa a operar, consumirá um terço do montante programado. A nova unidade fabril irá abrigar duas unidades, instaladas hoje em São Paulo, uma do setor de chocolate e outra de bebidas não-alcóolicas.
A primeira a ser transferida será a de bebidas. A produção prevista é de 20 mil toneladas/ano de suco em pó, a partir de meados de 2000. Em seguida, a outra unidade produtora de chocolates - Lance, Mandita e Brek - fechará a porta, reabrindo-a na capital paranaense. "Apenas uma unidade de chocolate vai se manter em São Paulo", afirma o gerente de Marketing do Setor de Bebidas, Marcelo Luz e Silva.
O segmento de bebidas representa 40% do faturamento de alimentos que obteve, em 1998, uma receita de R$ 780 milhões. O setor de cigarros registrou faturamento de R$ 1,06 bilhão. A Philip Morris obteve uma receita mundial da ordem de US$ 74 bilhões. "Bebidas será a menina dos olhos da indústria paranaense", afirma. Só em marketing serão desembolsados, em 2000, R$ 25 milhões.
Dona das marcas Tang, Clight, Fresh, Ki-Suco e Q-Refres-Ko, a Philips lidera o mercado de suco em pó, com 58% de participação de um setor que, em 1998, obteve uma receita de R$ 375 milhões, pondo no mercado 1,5 bilhão de litros de suco, e detém 56% deste volume produzido. A projeção para o ano é gerar R$ 400 milhões, produzindo 1,7 bilhão de litros, segundo a ACNielsen.
"A Kraft vem buscando identificar, sempre, a preferência dos consumidores", conta. A seu ver, um exemplo está no desenvolvimento de Clight, a bebida em pó diet que vem conquistando consumidores de maior poder aquisitivo. As classes A/B, que tradicionalmente não consumiam esse tipo de produto, passaram a consumir. "Prova disso é que houve expansão nas vendas de 114% somente no verão passado", ressalta Silva. A empresa espera abocanhar 58% da produção global deste mercado, crescendo 20% na receita e no volume ainda em 1999, calcula o gerente de marketing.
Silva explica que os outros R$ 130 mil serão distribuídos ao longo dos anos, até a finalização, programada para 2005. "Terminada a obra, serão gerados 3 mil novos postos de trabalho diretos, sem contabilizar os indiretos", afirma.


