Kohl admite contas secretas mas nega corrupção
Berlim, 30 (AE-AP) - O ex-chanceler alemão Helmut Kohl admitiu hoje (30) ter usado um "sistema de contas secretas" em seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), para receber "doações políticas", mas negou ter aceito suborno em seus 16 anos de governo.
O dinheiro dessa conta era destinado a filiais da CDU em todo o território alemão, esclareceu o ex-chanceler submetido a intenso interrogatório pela cúpula democrata-cristã.
O ex-chanceler foi envolvido num escândalo de financiamento ilegal da CDU, denunciado por um ex-tesoureiro do partido, Leisler Kiep.
Segundo o ex-tesoureiro, a CDU recebeu, entre outros "donativos", US$ 500 mil de um comerciante de armas, com o conhecimento de Kohl. Na época - ainda segundo declarações atribuídas a Kiep, o governo alemão teria "facilitado" a venda de 36 tanques ao Exército da Arábia Saudita.
O ex-chanceler nega categoricamente a acusação. "Lamento a falta de transparência e controle que permitiram eventuais transgressões da legislação partidária, mas isso não foi minha intenção", disse Kohl. "Assumo a responsabilidade política de tais fatos, porém rechaço energicamente as insinuações de que minhas decisões como chefe de governo tenham sido venais."





