Koh-i-Noor, o diamante 'maldito'
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sexta-feira, 05 de abril de 2002
France Presse 
Londres - A coroa da rainha-mãe, depositada sobre seu ataúde durante o cortejo fúnebre, tem um dos diamantes mais famosos do mundo, o Koh-i-Noor, com reputação de trazer azar aos homens que o possuem.
Fabricada para Elizabeth I, a coroa, que pesa meio quilo, tem 2.800 diamantes, o maior deles o famoso Koh-i-Noor, de 105 quilates. As origens da pedra são confusas, mas remontariam ao século XIV. Atravessando a história e suas batalhas, saques e heranças, o diamante, cujo nome significa Montanha de Luz, passou pelas mãos dos reis mongóis, afegãos, persas e indianos, antes de chegar às arcas da rainha Vitória, imperatriz das Índias, durante a conquista de Pundjab, em 1849.
A lenda diz que quem o possui governa o mundo. Mas seu nome está associado a uma história sangrenta de confrontos entre irmãos, que o deixou com a reputação de trazer desgraça.
Vários países, entre eles Paquistão, Irã e Índia reivindicam a propriedade da jóia, como o fizeram também, há dois anos, os talibãs do Afeganistão.
Quando o Koh-i-Noor chegou às mãos da rainha Vitória, tinha 186 quilates, mas foi lapidado depois porque o público de uma exposição ficou decepcionado com brilho fraco da jóia. Hoje, a gema ocupa o centro da cruz no topo da coroa da rainha-mãe, jóia normalmente guardada na Torre de Londres.


