Londrina – O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) informou ontem à FOLHA que espera uma conversa hoje com o secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza, para se pronunciar oficialmente sobre a decisão da Justiça que declarou a indisponibilidade dos bens do secretário e de outros 14 servidores municipais em virtude do cancelamento do concurso público da saúde em agosto.
Kireeff não quis se adiantar sobre uma possível troca no comando da pasta, mas ressaltou que a ação judicial em nenhum momento fala em desvio de recursos e nem cita a prefeitura. Kireeff reconheceu um certo desgaste na secretaria em virtude do cancelamento do concurso.
"Sabíamos que a contratação de servidores para a saúde era um gargalo que a atual gestão encontraria. Mas conversei apenas por telefone com o secretário, que obviamente estava bastante chateado com a situação. Quero primeiro encontrá-lo até para saber do seu entendimento antes de tomar algum tipo de decisão", frisou Kireeff.
Souza não deu expediente ontem na Secretaria de Saúde e, segundo sua assessoria, esteve em um evento durante todo o dia. A Secretaria não confirmou se Souza já havia sido notificado oficialmente da decisão judicial. O secretário não atendeu as ligações para o seu celular.

Indeferido
O juiz Emil Gonçalves, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, indeferiu, no dia 11 de novembro, o pedido de mandado de segurança de 42 candidatos que realizaram o concurso da saúde, que solicitavam uma liminar suspendendo o cancelamento do concurso e proibindo a realização de um novo.
Uma das justificativas do magistrado para indeferir o pedido é que o município "possui poder de autotutela para rever seus atos...quando constatada qualquer irregularidade".

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