Kevorkian é condenado a mínimo de 10 e máximo de 25 anos de prisão
PONTIAC, EUA, 13 (AE-REUTERS) - O patologista aposentado Jack Kevorkian, conhecido como Doutor Morte, recebeu nesta terça-feira (13) sentença que lhe atribui pena de 10 a 25 anos de prisão. Condenado no mês passado por um júri no condado de Oakland, Michigan, por homicídio em segundo grau contra Thomas Youk, doente terminal que sofria do mal de Lou Gehrig, o médico norte-americano, de 70 anos, livrou-se da pena de morte.
A juíza Jessica Cooper, responsável pela sentença, declarou que Kevorkian deve considerar que sua cruzada para ajudar os pacientes terminais a morrer, iniciada em 1990, chegou ao fim. Kevorkian ouviu a sentença sem pronunciar uma só palavra e foi imediatamente algemado e conduzido à prisão. O médico vai recorrer da decisão.
Pela primeira vez o médico, processado cinco vezes, é condenado por ajudar um paciente terminal a suicidar-se. O Doutor Morte afirma ter participado da morte de 130 pessoas em quase uma década. Nesse último caso, Kevorkian gravou em vídeo o momento em que aplicava uma injeção letal em Youk e enviou o material para a rede de TV CBS.
Audácia - O vídeo difundido pela tevê foi usado para denunciar e julgar Kevorkian. "Ele não está autorizado a exercer a medicina há oito anos", afirmou a juíza. "Teve a audácia de usar uma tevê em rede nacional para mostrar ao mundo o que fez e desafiou o sistema judiciário a prendê-lo; senhor, considere-se detido", declarou, ao iniciar a leitura da sentença.
O júri responsável pelo julgamento de Kevorkian não considerou o agravante de crime premeditado, o que ajudou a descartar a possibilidade de o médico ser condenado à prisão perpétua. Ele poderará recuperar a liberdade após cumprir dois terços da condenação.





