São Paulo, 09 (AE) - O vice-presidente da comissão especial da Câmara que estuda a reforma tributária, Antonio Kandir (PSDB-SP), disse hoje que o relatório final estará pronto no dia 22. Ele estava hoje em São Paulo para discutir o assunto com o governo paulista.
Kandir fez também uma conferência no Conselho Regional de Economia de São Paulo para explicar a reforma tributária. Ele entende que, com a reforma, São Paulo deixará de perder 17% do que arrecada hoje, reduzindo esta perda para 13% do total arrecadado. Ele também defendeu a Lei Kandir, dizendo que, "hoje, São Paulo não seria mais contra ela". "A Lei Kandir ensinou os Estados a cobrarem sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o produto importado, o que não ocorria antes."
Kandir disse que está se reunindo também com os municípios. "O básico na reforma tributária é que a pessoa que paga os seus impostos em dia terá uma redução na carga tributária; os maus pagadores é que arcarão com a parte maior do pagamento dos impostos", disse.
Para o vice-presidente da comissão especial que trata da reforma tributária, ela deverá ser votada pela Câmara entre o fim de setembro e outubro e, depois, encaminhada ao Senado. "É uma votação que exige uma maioria de 308 votos em dois turnos", explicou. Ele entende que, no caso da reforma tributária, "o importante é racionalizar para tornar o sistema mais eficiente e diminuir os custos indiretos para o contribuinte e sobre a máquina arrecadadora". "Simplificar para anular a cobrança em cascata e a sonegaçao; padronizar para reduzir os questionamentos administrativos e judiciais; ampliar o número de contribuintes; desonerar as exportações", concluiu o deputado paulista.
Kandir disse hoje também que as críticas que o vice-presidente nacional do PSDB para Assuntos de Política Econômica e ex-ministro das Comunicações, Luís Carlos Mendonça de Barros, faz à política econômica do governo são um desabafo pessoal em relação ao que aconteceu com ele. "Sei que as críticas não são de fundo político e que não há complô algum sobre o assunto."

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