Brasília, 28 (AE) - Executivos da fabricante de cervejas Kaiser estiveram hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles querem que a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, espere até o final de novembro para dar seu parecer sobre a fusão entre a Brahma e a Antarctica. Essa é a previsão de quando ficará pronta pesquisa com consumidores de diversos Estados sobre os impactos da operação.
Os dirigentes da Kaiser se disseram satisfeitos com o resultado do encontro, já que o presidente teria garantido que a análise da fusão será criteriosa e sem influências políticas. A Kaiser sustenta que a operação entre a Brahma e a Antarctica resultará em um monopólio no mercado de cervejas, que terá como consequência prejuízos para a livre concorrência e para os consumidores.
A expectativa era de que o parecer da Seae fosse emitido até o dia 10 de novembro. Se o pedido de adiamento da Kaiser for aceito, a opinião da secretaria não deverá sair até o final de novembro. Esse cenário praticamente inviabiliza a análise da operação até o final do ano, como desejava a AmBev. Isso porque, após a análise da Seae, o processo seguirá para a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, para novo parecer e depois para julgamento pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o consultor econômico da Kaiser Edgard Pereira, um estudo feito com base num manual da Seae concluiu que o parecer da secretaria poderá recomendar a reprovação da fusão ou restrições significativas para reparar os danos causados à concorrência.

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