Kaiser pede ao governo isenção para importação do alumínio
São Paulo, 23 (AE) - O diretor do Sindicato da Indústria de Cerveja e presidente da Kaiser, Carlos Eduardo Jardim, e demais representantes de cervejarias vão pedir amanhã ao secretário de Acompanhamento Econômico, Cláudio Considera, a isenção da alíquota de importação do alumínio. "É impossível absorver aumentos de até 25% na embalagem", afirma Jardim. Segundo ele, o mercado já está recessivo impedindo repasse de custos.
Pelas suas contas, a produção física da Kaiser deverá fechar o semestre 5% abaixo do volume registrado no ano passado. Para se ter uma idéia, a empresa já demitiu apenas nestes primeiros dois meses do ano 300 funcionários. A Kaiser conta hoje com 2.200 empregados. "As dispensas deverão continuar", afirma. E acrescenta: "É uma questão de acompanhar o mercado. Não podemos deixar nenhuma gordurinha para queimar no mês seguinte. Temos que ser ágeis".
Outra preocupação das cervejarias, explica, tem sido em relação ao malte. "Trata-se de matéria-prima importada e apesar de as encomendas serem feitas com antecedência pagam o dólar do dia", afirma.
A Kaiser fechou 1998 com um faturamento da ordem de US$ 1,3 bilhão e uma fatia de 17% do mercado garantindo o terceiro lugar no ranking. "Se houver empate com o ano passado estará bom demais", afirma.





