Cairo, 06 (AE-REUTERS) O líder líbio, Muamar Kaddafi, e o presidente egípcio, Hosni Mubarak, discutiram hoje (06) avanços no impasse envolvendo o acidente do avião da Pan Am em Lockerbie, na Escócia, em uma tenda armada nos jardins do palácio presidencial no Cairo especialmente para receber o líder líbio.
"Certamente, o caso Lockerbie impôs-se", afirmou o ministro da Informação do Egito, Safwat el-Sherif, depois da reunião de 45 minutos. "Ambos os líderes revisaram os mais recentes contatos e esforços."
"Os líderes discutiram também as causas árabes, incluindo a crise iraquiana e o processo de paz no Oriente Médio", acrescentou Sherif. Kaddafi teria demonstrado sua disposição em dar uma entrevista coletiva na segunda-feira após as conversações com Mubarak. O líder líbio deve deixar o Egito na sexta-feira. Fontes presidenciais informaram que ambos os líderes devem fazer uma segunda rodada de conversações no palácio de Ittihadiya.
Kaddafi afirmara na terça-feira que "um acordo final" é esperado sobre a entrega dois dois líbios acusados de colocar uma bomba no avião que explodiu em dezembro de 1988 na altura da cidade de Lockerbie, matando 270 pessoas.
Kaddafi, que vem usando uma muleta desde que sofreu uma fratura na bacia, no ano passado, passou a noite em um local não divulgado depois de cruzar a fronteira em uma caravana de 200 veículos, na sexta-feira.
O ministro das Relações Exteriores do Egito, Amr Moussa,, afirmou em Malta, na sexta-feira, que esperava uma solução "dentro das próximas semanas" para a longa contenda que envolve , além da Líbia, a Grã-Bretanha e os EUA. "Há grandes persepectivas para otimismo nessa questão", afirmou Moussa, no final do encontro de dois dias entre ministros das Relações Exteriores em Valletta.
"As coisas estão se desenvolvendo e esperamos que a questão esteja resolvida no futuro próximo", afrimou Moussa. "O Egito quer uma solução para essa questão e o levantamento das sanções contra a Líbia."
As sanções, levantadas após a recusa de Kadaffi em entregar os acusados para julgamento, incluem proibição de vôos para e da Líbia. Os EUA e a Grã-Bretanha deram à Líbia um prazo de 30 dias, em 26 de fevereiro, para entregar os acusados a fim de que sejam julgados na Holanda. Além de Mubarak, o presidente da áfrica do Sul, Nelson Mandela e representantes do governo da Arábia Saudita, têm atuado como mediadores da questão.

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