Vitória, 03 (AE) - A Justiça do Espírito Santo iniciou hoje o levantamento sobre os estragos causados por um incêndio no cartório da 1ª Vara Criminal de Vitória. Há suspeitas de que tenha sido criminoso. O incêndio aconteceu por volta de 1 hora de 1º de janeiro e os soldados do Corpo de Bombeiros levaram duas horas para controlar o fogo. No cartório tramitam processos sobre homicídios, entre eles alguns polêmicos, como o do líder sem-terra José Rainha Júnior e o do assassinato da jornalista Maria Nilce Magalhães, atribuído ao crime organizado no Estado.
A perícia encontrou no local uma garrafa de álcool, o que reforça a tese de incêndio criminoso. Fora do prédio, que fica perto do Palácio do Governo, foi encontrada uma escada, com a qual o criminoso teria tido acesso a uma janela. Os peritos da Polícia Civil colheram impressões digitais na garrafa e o laudo deverá ser concluído em 30 dias.
O delegado José Monteiro Júnior foi designado para apurar o caso, mas não tem pistas além do material coletado. No momento do incêndio não havia ninguém no cartório, pois não há vigilância noturna no local. O juiz da 1º Vara Criminal de Vitória, Ronaldo Gonçalves de Souza, ainda não sabe dizer quantos processos foram totalmente ou parcialmente destruídos e quais foram atingidos pelo fogo. Ele, no entanto, acredita que muitos processos terão que ser refeitos, o que vai atrasar os trabalhos da Justiça.