Brasília, 8 (AE) - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) informou há pouco que os sub-relatores da comissão especial de reforma do Judiciário chegaram a um consenso de que a Justiça do Trabalho deve ser preservada pela reforma. "Manteremos a denominação da Justiça do Trabalho como justiça especializada", afirmou Temer, depois de se reunir com o presidente, o relator e os sub-relatores da comissão especial. Ele informou que amanhã haverá nova reunião para discutir outros pontos do parecer elaborado pelo relator da comissão, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). O objetivo, explicou Temer, é votar o projeto na comissão na próxima semana e votá-lo no plenário até o fim de junho. "O parecer de Aloysio tem a vantagem de ter ido ao extremo, o que permite o meio-termo nas negociações", afirmou. Foi decidido ainda na reunião de hoje, que os tribunais regionais do trabalho serão mantidos, mas o número será reduzido
possivelmente para seis unidades. Será criado também o juizado especial para causas de pequeno valor ou de pequena complexidade. O destino do Tribunal Superior do Trabalho (TST), não foi decidido, mas, segundo Michel Temer, é possível que seja extinto e que seus ministros sejam alocados no superior Tribunal de Justiça (STJ) como especializados na área trabalhista , com a função, apenas, de uniformizar a legislação. Uma grande polêmica
no entanto, envolve os ministros classistas. Os sub-relatores da comissão especial estão caminhando para o consenso de mantê-los na primeira instância com a denominação de conciliadores. Quando os conciliadores não conseguirem fazer com que as partes cheguem a um acordo, a questão será encaminhada aos juízes togados. Pela proposta, eles serão indicados pelas categorias profissionais, mas não está decidido se serão pagos por essa s associações, ou pelo Estado.

mockup