Justiça suspende ex-delegado geral
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A 11ª Vara Criminal de Curitiba determinou a suspensão do exercício das funções públicas de seis policiais civis, entre eles o ex-delegado geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto; e de dois policiais militares, por envolvimento com a prática de jogo ilegal.
A decisão acolhe requerimento formulado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A medida é decorrente da Operação Abaeté, deflagrada em dezembro do ano passado, na qual 18 suspeitos foram denunciados por crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e contravenção relacionadas à exploração ilegal de jogos de azar em Curitiba e região metropolitana.
As investigações do Gaeco foram motivadas por uma operação realizada em janeiro de 2012 por policiais civis descontentes com as condições de trabalho. Um grupo deles invadiu uma mansão localizada no bairro Parolin, em Curitiba, onde funcionava um cassino clandestino.
A Justiça determinou também que os agentes públicos denunciados sejam proibidos de ingressar em qualquer repartição policial e de manter contato com as testemunhas arroladas pelo Gaeco até o final do processo.
Conforme o Gaeco, "o esquema criminoso teria sido montado por exploradores do jogo para oferecimento de propina aos policiais, que se organizaram em quadrilha para receber as vantagens indevidas oferecidas pelo grupo".
Ainda em 2012, Michelotto, que chegou a ficar preso por cinco dias, condenou a ação e negou qualquer relação com a exploração de jogo ilegal. Depois que saiu da direção geral da Polícia, ele esteve à frente da Divisão de Polícia Especializada (DPE) e, atualmente, estava na Área de Planejamento Operacional (APO).
A assessoria da Polícia Civil informou que todos os policiais citados na decisão judicial já foram afastados. A Polícia Militar, também por meio da assessoria, disse que "tão logo a PM receber oficialmente os documentos os policiais serão afastados". O Gaeco não quis se manifestar sobre o assunto.
DEFESA
A Folha entrou em contato durante toda a tarde de ontem com a defesa de Michelotto, mas não conseguiu retorno. O ex-delegado geral também não atendeu as ligações da reportagem.


