Justiça-RS condena Santa Casa a indenizar metalúrgico por erro médico
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 21 (AE) - Dez anos depois de ter um rim extraído sem autorização, o metalúrgico Luiz Silveira da Silva ganhou uma ação judicial contra a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde ocorreu a cirurgia. O hospital foi condenado a pagar pensão vitalícia de cinco salários mínimos ao operário e indenização de 800 salários mínimos por danos morais.
A decisão, em primeira instância, foi da juíza Nara Helena Soares Batista, da 13ª Vara Cível, de Porto Alegre, e publicada hoje no "Diário Oficial" da Justiça/RS. Em 1989, com o rim esquerdo paralisado, o paciente foi internado para uma retirada de dois cálculos do outro rim. Na cirurgia, o médico responsável, que seria residente, resolveu extirpar o rim direito, agravando a situação do doente.
Nem a 13ª Vara Cível nem o hospital divulgaram o nome do cirurgião que, segundo a advogada do paciente, Ana Maria Neves da Silva, também foi condenado. O processo transcorre em segredo de justiça. O departamento jurídico do hospital informou que, por enquanto, não se manifestaria sobre o assunto.
Assalto - Silva, de 55 anos, só descobriu o que lhe acontecera três meses após a operação, ao fazer uma ecografia. "Fiquei arrasado", disse hoje em entrevista à "Rádio Gaúcha". "Entrei numa máquina de hemodiálise para sobreviver"
relatou. "Não conto como um erro. Foi um assalto", disse Silva. Em 1993 ele fez um transplante mas houve rejeição do órgão.


