O juiz federal Roberto Lima revogou a prisão preventiva do dentista Marcos Antônio Andrello. O dentista foi preso no dia primeiro pela Polícia Federal (PF), acusado de sonegação fiscal. Ele deixou a carceragem da PF por volta da 0h30 de ontem.
Andrello é réu em uma ação do Ministério Público Federal (MPF), que o acusa de ter omitido R$ 790.496,08 (valores sem atualização) em receitas recebidas nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), entre 1998 e 2000.
Segundo a ação, o montante considerado como sonegado teria sido apurado pela Receita Federal (RF), através do cruzamento de informações com as declarações de imposto de renda de outras 300 pessoas, que apresentaram recibos de serviços supostamente prestados por Andrello.
''Não estavam configurados os requisitos da prisão preventiva, que são comoção pública, prejuízo da instrução processual, e tentativa de fuga, então o juiz plantonista reformou a decisão revogando a prisão preventiva'', argumentou o advogado do dentista, Luciano Odebrecht.
O advogado deve contestar a condenação no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região. Ele foi condenado a oito anos de reclusão em regime semi-aberto, mais multa de 120 dias-multa (cada dia-multa foi estabelecido em 1/6 do salário mínimo), que soma quase R$ 7 mil. ''Na segunda-feira vamos protocolar uma apelação no TRF visando reduzir a pena ou até buscando a absolvição em relação ao crime de sonegação'', disse.

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