Justiça revoga prisão de acusados de tortura
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terça-feira, 29 de outubro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Justiça de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), revogou a prisão preventiva do oito policiais acusados de torturar os quatro rapazes suspeitos de assassinar a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, no mês de junho. A decisão foi proferida pela juíza Aline Passos na última sexta-feira, mas foi divulgada apenas ontem.
Os policiais são acusados de abuso de autoridade, falso testemunho, tortura, estupro e lesão corporal. Apesar de revogar as prisões, a juíza condicionou a soltura ao pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil e determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o afastamento da atividade policial, o comparecimento em juízo a cada dois meses e a proibição de se ausentarem por mais de dez dias da cidade onde residem. Além disso eles estão impedidos de se aproximarem das supostas vítimas de tortura.
Ao todo, o Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia contra 21 pessoas e, destas, 15 foram presas: dez policiais civis, incluindo o ex-titular da Delegacia do Alto Maracanã, Silvan Rodney Pereira; um policial militar; um agente carcerário; dois guardas municipais e um preso de confiança. No final de agosto, dois policiais civis conseguiram habeas corpus e deixaram a carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). Até ontem, sete permaneciam detidos na DFRV, além do delegado que estava no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
Apenas o delegado Silvan Pereira pagou a fiança e foi liberado até o início da noite de ontem. Os outros acusados seguem detidos. "Por possuírem renda mais baixa meus clientes ainda não conseguiram arrecadar o valor. Por isso, nesta terça-feira vamos recorrer ao Tribunal de Justiça (TJPR) para que seja feita uma revisão da fiança", disse o advogado dos policiais, André Luiz Romero.
Conforme o defensor de Silvan, Cláudio Dalledone, a prisão dos policiais foi revogada pela Justiça devido à complexidade do caso, além do período de tempo transcorrido desde o crime (três meses) e do grande número de acusados. "Foi uma decisão tardia mas justa. Não havia motivos para que eles permanecessem presos", declarou.
Procurado pela reportagem, Leonir Battisti, coordenador geral do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), informou que não iria comentar o assunto.


