Justiça revoga preventiva de líderes da Apeop
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A juíza da 9 Vara Criminal de Curitiba, Ana Lucia Lourenço, revogou, ontem, as prisões preventivas que haviam sido decretadas contra seis dos indiciados no inquérito que apurou suposto esquema de fraudes em licitações públicas. O processo foi distribuído para a 10 Criminal, mas o titular, Dartagnan Serpa de Sá, deu-se por impedido e a titular da 9 Vara foi, então, designada para assumi-lo.
''No caso dos autos, quanto os indiciados pacientes, verifica-se que são todos primários, possuem residência fixa, profissão definida e que a denúncia contra os mesmos ainda não foi recebida, carecendo de emenda como adiante se analisará, e narra que os fatos imputados como criminosos constituem-se em tese delitos graves mas cujas penas mínimas são respectivamente de um ano de reclusão e dois anos de detenção, sendo um dos crimes afiançáveis'', descreve a juíza em seu despacho.
Estavam com prisão preventiva decretada, mas em liberdade: o presidente da Associação dos Empreiteiros de Obras Públicas (Apeop), Emerson Gava, o vice-presidente, Fernando Afonso Gaissler Moreira, Lucídio Bandeira Rocha Neto, Carlos Henrique Machado, também ligados à associação, o empresário Mário Henrique Furtado Andrade e o diretor técnico da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Lucas Bach Adada.
A magistrada decidiu, ainda, devolver a denúncia ao Ministério Público (MP) estadual, para que as acusações contra os 27 indiciados sejam individualizadas.


