Justiça recolhe passaportes no caso Celobar
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segunda-feira, 16 de junho de 2003
Agência Estado 
Rio - A juíza Patrícia Cogliatti de Carvalho, da 38 Vara Criminal do Rio, determinou ontem o recolhimento dos passaportes de quatro envolvidos no caso Celobar. A pedido do delegado Renato Nunes, ela proibiu de saírem do País o diretor-presidente do laboratório Enila, Márcio D'Icarahy, a farmacêutica Márcia Fernandes, o químico Antônio Carlos Fonseca e o gerente de produção Wagner Teixeira. A decisão judicial teve por base laudo do Instituto Médico-Legal (IML), divulgado ontem, que confirma ser o Celobar a causa da morte de Ricardo Diomedes, de 57 anos. Ele morreu no dia 22, menos de 24 horas após ter ingerido o medicamento, e o exame detectou sais solúveis de bário em suas vísceras. O Celobar é suspeito de ter causado pelo menos outras 22 mortes. Na sexta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) havia divulgado laudo mostrando que o lote 3040068 do Celobar estava contaminado com quantidades letais de carbonato de bário.


