São Paulo - O delegado Ítalo Miranda Júnior, titular do 13º DP (Casa Verde), zona norte de São Paulo, encaminhou à Justiça o inquérito sobre o assassinato da dona-de-casa Maria do Carmo Alves, 46 anos. O cirurgião plástico Farah Jorge Farah, 53, que confessou ter esquartejado a paciente, é acusado de homicídio, ocultação e vilipêndio (violação) de cadáver.
O inquérito tem cerca de 200 páginas. Laudos periciais ainda devem ser acrescentados nas investigações.
O inquérito foi concluído com algumas dúvidas ainda levantadas pelo delegado, como a motivação do crime, detalhes sobre como a vítima foi assassinada e se o cirurgião teve ajuda de uma segunda pessoa.
Farah confessou o crime mas disse ter sofrido um ''lapso de memória''. Ele afirmou não saber detalhar o assassinato e esquartejamento.
A reconstituição do crime, que poderia ajudar a polícia a esclarecer dúvidas, foi cancelada após liminar da Justiça. O promotor Orides Boiati, tenta remarcar nova data para a reconstituição.
O promotor já havia dito que denunciará o médico por homicídio, ocultação e vilipêndio de cadáver. Se condenado, Farah poderá pegar até 36 anos de prisão.
A Justiça decretou no último dia 28 a prisão preventiva (até o julgamento) do cirurgião, que está em uma cela do 13º DP.

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