Justiça quebra sigilo bancário de 16 acusados de participar de esquema
São Paulo, 10 (AE) - A Justiça quebrou o sigilo bancário de 16 acusados de participar do esquema de cobrança de propinas da Administração Regional da Sé. O grupo, entre os quais estão 14 fiscais, teve também a prisão preventiva decretada. A decisão foi tomada hoje pelo juiz-corregedor Marco Antônio Martins Braga
do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em seu despacho, o juiz negou o pedido de sequestro dos bens móveis e imóveis dos acusados feito ontem (09) pelo Ministério Público. Braga negou o pedido sob a argumentação de que a medida deve ser analisada pelo juiz que decidir pela abertura ou não de processo crime contra o grupo, caso os 16 sejam denunciados pelo Ministério Público.
A quebra do sigilo bancário dos envolvidos foi solicitada pelo promotor Gabriel Cesar Zacarias de Inellas. Ele também pediu ao juiz que fossem notificados os cartórios de registros de imóveis do Estado e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a fim de que eles informem os bens registrados em nome dos acusados. Esses dois pedido foram deferidos pelo juiz-corregedor.
A investigação da movimentação bancária e da evolução patrimonial dos acusados já foi usada pelo promotor Inellas quando a Corregedoria da Polícia Civil apurou a ligação entre a polícia e os bicheiros de São Paulo. No fim das investigações, os bicheiros e mais de 40 policiais foram denunciados por formação de quadrilha. Todos ainda respondem a processos por improbidade administrativa.
A decretação da prisão dos 14 fiscais e dois camelôs acusados, que já estão presos, foi feita com base nas provas do inquérito da 2.ª Delegacia Seccional, que ainda investiga outros possíveis envolvidos no esquema de corrupção. O próximo passo do caso é o envio do inquérito para uma Vara Criminal a fim de que seja analisado por outro promotor. Este decidirá se vai propor ou não à Justiça que os acusados sejam processados.





