Curitiba - As cinco adolescentes que participaram de orgias com autoridades em uma chácara do distrito de Morro Vermelho, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, estão sob proteção judicial. Elas foram encaminhadas para um abrigo público por determinação da juíza da cidade, Jane dos Santos Rodrigues. O local onde elas estão abrigadas está sendo mantido em segredo de Justiça.
O promotor Álvaro Luiz Torrens solicitou a proteção judicial depois das denúncias de que as adolescentes estavam sendo procuradas por advogados para mudar o depoimento dado ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e à Procuradoria de Investigações Criminais (PIC), vinculada ao Ministério Público (MP). A intenção do promotor é evitar que as adolescentes sejam influenciadas a modificar os depoimentos.
No inquérito policial, as adolescentes contaram que as ''festinhas'' eram realizadas semanalmente. As mesmas eram pagas por comerciantes para dançar para autoridades, fazer strip-tease e manter relações sexuais em público. Entre as autoridades citadas nos depoimentos estão vereadores, policiais civis, funcionários públicos e até um magistrado. O juiz e os policiais estão afastados preventivamente dos cargos até o final das investigações.
As três garotas de programa ouvidas no inquérito aguardam proteção policial. O pedido foi feito pelo desembargador Octávio Valeixo, que está presidindo as investigações há pouco mais de uma semana.
Ontem, a Procuradoria Geral de Justiça remeteu novamente os autos para o Tribunal de Justiça. O MP recomendou a continuidade das investigações e a tomada de depoimento dos supostos envolvidos. Hoje, o desembargador deverá ler detalhadamente a recomendação e iniciar o processo de intimação dos citados para começar a ouvi-los ainda essa semana.

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