Justiça proíbe conselheiro de participar de decisões em processos do interesse da Uniban
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2000
Por Demétrio Weber 
Brasília, 15 (AE) - A Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) obteve hoje decisão favorável (agravo de instrumento) do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, proibindo o conselheiro Yugo Okida, do Conselho Nacional de Educação (CNE), de "participar de decisões em processos do interesse" da instituição.
Okida é vice-reitor de Graduação da Universidade Paulista (Unip), o que levou a Uniban a alegar falta de imparcialidade do conselheiro.
O CNE discutirá amanhã a abertura de inquérito administrativo para aprofundar a investigação de irregularidades praticadas pela Uniban em vestibular para o câmpus de Osasco, que não tem autorização para funcionar, segundo sindicância do Ministério da Educação. O pedido de inquérito foi rejeitado pelo ministro Paulo Renato Souza, mas poderá ser solicitado novamente hoje pelo CNE.
A decisão do juiz Carlos Fernando Mathias também garante à Uniban o direito de que seus representantes acompanhem as reuniões da Câmara de Educação Superior do CNE, que são fechadas.
"Estamos abrindo um importante precedente", comemorou o vice-reitor da Uniban, Milton Linhares, que ontem já acompanhou a reunião. Para Linhares, o exemplo da Uniban poderá ser seguido por outras universidades.


