A Justiça autorizou nesta terça-feira (10) a perícia de celulares de três suspeitos da morte de Olga Aparecida dos Santos, cujo corpo foi encontrado na garagem de um prédio na rua Mato Grosso, área central, em 24 de junho. O celular da vítima também será periciado. A magistrada autorizou a análise do histórico de chamadas, SMS, mensagens de WhatsApp, Messenger, Facebook e "outros aplicativos e documentos que possam auxiliar no esclarecimento do fato investigado". Os aparelhos são do marido da vítima, Luiz Reis Garcia, e de Antonia Helena Garcia e Cléverton Garcia, irmã e sobrinho de Luiz.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça permite perícia em celulares de suspeitos do caso Olga
| Foto: Gustavo Carneiro/Grupo Folha



Ainda não há prazo para divulgação dos resultados das perícias. Na semana passada, a delegada da Mulher, Geanne Timóteo, responsável pelo inquérito, obteve mais 30 dias da Justiça para concluir a investigação. Procurada pela FOLHA, ela não quis comentar a nova decisão judicial.

O caso é tratado como feminicídio pela polícia. Um laudo pericial apontou que, além das marcas na barriga devido a uma cirurgia bariátrica, à qual foi submetida dias antes do ocorrido, Olga tinha feridas – feitas por instrumento perfurocortante – no braço, no tronco e no supercílio.

Os advogados Carlos Lamerato e Marcelo Gaya, que defendem os suspeitos, informaram que só irão se manifestar após a apresentação do relatório da perícia, mas reiteraram que "estão convictos da inocência dos clientes e de que tudo isso não passa de uma tragédia familiar".

Os familiares da mulher estão soltos desde a audiência de custódia, realizada dois dias depois do suposto crime, mas Luiz Garcia está em prisão domiciliar. O MP (Ministério Público) tinha pedido a prisão preventiva do réu nos últimos dias, mas, nesta quarta-feira (11), solicitou a revogação da prisão domiciliar do acusado, substituindo-a apenas por monitoração eletrônica.

Segundo o MP, o prazo para término das investigações policiais já se esgotou e Garcia seguia preso, o que levaria à "flagrante excesso de prazo, prejudicial ao réu".

O inquérito foi postergado porque faltavam quesitos complementares dos laudos de necropsia a serem respondidos pelo IML (Instituto Médico Legal) de Londrina, o resultado dos exames toxicológicos feitos pelo IML de Curitiba e o laudo de confronto genético das amostras de sangue colhidas e perícia criminal nos bens apreendidos.

Com a necessidade de finalização das diligências e, visto que, a celeridade do processo não é possível pelas complexidades e pendências do institutos, o MP pediu pela monitoração eletrônica de Luiz Garcia. Ou seja, ele pode deixar sua casa, mas não é permitido que saia de Londrina sem prévia autorização da Justiça.

(Atualizado às 19h20)

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