Londrina - O juiz da 2 Vara da Fazenda Pública de Londrina, Emil Tomás Gonçalves, julgou improcedente o pedido de moradores que tentavam impedir a abertura de um crematório no Distrito da Warta (Zona Norte). A decisão é datada de agosto e permite o funcionamento do empreendimento na região.
A ação, protocolada no ano passado, relatava que a empresa Crematórios do Brasil Ltda., de Curitiba, iniciou a construção de um imóvel às margens da Rodovia Carlos João Strass (PR-545) sem antes realizar Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), Relatório de Impacto sobre Meio Ambiente (Rima) e Relatório de Impacto Ambiental Urbano (Riau).
Outra suposta inconformidade apontada pelos moradores indicava que o empreendimento contraria a lei municipal 7.122/97, que instituiu a região como ''Rota Gastronômica e Cultural de Londrina'', definindo perfis de empresas para se instalarem nas proximidades.
De acordo com a decisão, o Estatuto das Cidades não exige para a atividade de crematório o Riau. E por tratar-se de uma região estritamente rural há dispensa do EIV e Rima. A Prefeitura de Londrina informou ao juízo que a instalação de uma rota gastronômica depende de aprovação prévia da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), o que ainda não foi realizado, e que o novo Plano Diretor não define essa questão.
''Essa decisão deixa a gente mais tranquilo e coloca por terra algumas inverdades ditas sobre o crematório'', salientou o sócio-proprietário do Crematorium Londrina, José Dolmiro.
Foi investido cerca de R$ 1 milhão na construção do crematório, que ainda não tem previsão para ser inaugurado. ''Não sei como estão os andamentos das licenças, por isso não dá para precisar uma data (de funcionamento). Certamente se (a obra) não tivesse paralisado, já estaria concluído. Agora temos que recuperar o tempo perdido'', afirmou.
Os moradores recorreram da decisão ao Tribunal de Justiça do Paraná. ''Vamos recorrer até a última instância. Não entendemos porque ele (juiz) indeferiu (o pedido). A atuação da Prefeitura foi extremamente deletéria para a nossa região, nos prejudicou demais. Isso foi um descaso'', criticou o presidente da Associação de Moradores do Distrito da Warta, José Mizael Avelar Odebrecht.

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