Justiça ouve testemunhas do caso baronesa do sexo
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quarta-feira, 07 de abril de 2010
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Testemunhas de acusação do processo envolvendo Mirlei de Oliveira, que ficou conhecida como a ''baronesa do sexo'', foram ouvidas, ontem, na 3 Vara Criminal da Justiça Federal no Paraná. Mirlei e outras cinco pessoas respondem por formação de quadrilha e outras duas por tráfico de mulheres depois que Maria Luiza Carvalho Neves Franco denunciou um susposto esquema envolvendo garotas de programa brasileiras que eram encaminhadas ao exterior para a prostituição, em 2004.
Segundo a denúncia recebida pelo juiz federal substituto, Leoberto Simão Schmitt Junior, Maria Luiza teria ido aos Estados Unidos para ''prestar serviços sexuais ao americano James Rickey McDonald''. Luival Lopes Menezes e Cid José Jardim também são réus no processo de tráfico de mulheres. Mirlei ainda responde na Justiça Estadual às acusações de extorsão e manutenção de casa de prostituição.
Segundo o advogado de defesa de Mirlei, Gabriel Bardel, as quatro testemunhas ouvidas ontem não apresentaram nenhuma prova contra a acusada e ainda alteraram a versão apresentada no inquérito. ''Disseram que a Mirlei nunca mandou ninguém para se prostituir no exterior. Uma testemunha disse, inclusive, que gostaria de retirar a acusação''.
A principal testemunha, Maria Luiza, não foi localizada para depor. Só após a apresentação de todas as testemunhas de acusação é que a defesa deve ser ouvida. O processo na Justiça Estadual também aguarda o depoimento de Maria Luiza.
Mirlei conversou com a imprensa após a audiência e negou todas as acusações com relação ao tráfico internacional de mulheres. ''Essa menina tinha a doença lúpus e o Mc Donald a levou para os Estados Unidos para fazer o tratamento. Eu nunca emiti passagem para ninguém viajar'', disse. Sobre a denúncia de extorsão, Mirlei conta que se tratava de uma dívida que Mc Donald teve com ela em cartão de crédito - faturado após um mês.
Ela admitiu ter administrado durante 25 anos uma casa de prostituição. Na época das denúncias ela chegou a ser presa, mas responde os processos em liberdade.


