A juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather, colheu nesta segunda-feira (7) o interrogatório de Higor Salles, um dos sete acusados de planejar o atentado que vitimou o agente da PEL 2 (Penitenciária Estadual de Londrina), Thiago Borges de Carvalho, e deixou outros três funcionários do SOE (Serviço de Operações Especiais) do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) feridos em dezembro de 2016. Para o Ministério Público, Salles seguiu o carro onde estavam os servidores estaduais do presídio até a avenida Guilherme de Almeida, onde o ataque aconteceu. Carvalho, que tinha 33 anos, foi atingido na cabeça e morreu pouco depois. As outras vítimas sobreviveram.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça ouve primeiro acusado de matar agente da PEL 2 em emboscada
| Foto: Reprodução/AEN


O rapaz, que está preso em Londrina, negou qualquer ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e desconversou quando questionado pela Justiça se incendiou o carro usado pelos criminosos depois da emboscada. Além dele, seis testemunhas de defesa prestaram depoimento no Tribunal do Júri. Os esclarecimentos foram acompanhados por videoconferência por Edimo Andre Bruning Sila, Hernandes Cabral Santos, João Carlos Fernandes da Silva e Uiverson Zornitta Constantino, que estão em unidades federais.

Eles, além do possível líder do grupo, Welber da Silva Conceição, vulgo "Bebê", serão ouvidos por cartas precatórias. Apenas Alexandre Ferreira, considerado como o segundo na hierarquia criminosa, permanece foragido. As oitivas serão coletadas em até 10 dias. "Está acontecendo uma grande injustiça", comentou Salles, que insiste na tese de que estava em uma agência do INSS do jardim Shangri-lá, região oeste, no dia do atentado.

Esta foi a segunda audiência do processo. Na primeira, realizada em abril, 11 agentes penitenciários prestaram depoimento à Justiça. Thiago Borges de Carvalho foi um dos fundadores do SOE em Londrina. Ele foi enterrado na cidade de Dracena (SP), onde nasceu e morou por muitos anos.

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