Justiça ordena estatal a fazer resgate de corpo
Uma juíza civil do Rio de Janeiro ordenou à estatal brasileira Petrobrás que inicie dentro de 24 horas os trabalhos para resgatar o corpo do operário Charles Roberto Oscar, que afundou junto com a plataforma P-36.
A juíza Márcia Capanema, do Tribunal de Justiça Civil do Rio de Janeiro, acatou um pedido apresentado por Vanusia Oscar, esposa de um dos trabalhadores petroleiros que morreu na explosão ocorrida na P-36.
Se a Petrobrás não acatar esta determinação judicial, estará exposta a multa de 1.000 salários mínimos por dia (equivalentes a cerca de 75 mil dólares), a menos que apresente de imediato um plano detalhado sobre como e em que prazo pretende resgatar o corpo.
A magistrada acrescentou que na absoluta impossibilidade de fazê-lo de imediato, a empresa deverá apresentar no mesmo prazo (24 horas) à Justiça um plano de resgate especificando os prazos para isso.
Segundo a legislação brasileira, uma pessoa desaparecida só é considerada legalmente morta depois de cinco anos.
Os responsáveis pela estatal já admitiram que, devido à profundidade em que se encontra a plataforma, o resgate dos corpos se torna impossível. Assim, decidiu não esperar o prazo legal de cinco anos para pagar todas as indenizações aos familiares das vítimas.
Despedida Muitas lágrimas, orações e flores lançadas ao mar. Foi dessa maneira que as mulheres dos petroleiros mortos no acidente da P-36 se despediram dos maridos, um dia após perderem a esperança de resgatar os corpos. Na cerimônia, considerada por elas como um velório simbólico, além de pétalas de rosas e flores variadas, foram atiradas ao mar recordações para os mortos.
Vanúzia Oscar, mulher do operário Charles Roberto Oscar, resumiu a dor de todas as mulheres: A emoção foi terrível. Foi o pior momento da minha vida.





