Londrina - O diretor do Hospital Evangélico Luiz Koury apresentou ontem uma intimação, na qual o juiz da 10 Vara Cível, Álvaro Rodrigues Júnior, determina que o município de Londrina proceda o imediato desmembramento das certidões da dívida ativa, possibilitando assim o pagamento ou parcelamento das taxas por parte do hospital. Caso seja descumprida a decisão, o município será multado em R$ 50 mil por dia. Koury afirma que assim que forem apresentadas essas certidões, o Hospital Evangélico pagará o restante das dívidas - a instituição é isenta de IPTU.
A falta de pagamento da dívida é o principal argumento da administração municipal para suspender o repasse de recursos ao hospital. A suspensão levou o Evangélico e suspender o atendimento no pronto-socorro.
De acordo com o secretário municipal da Fazenda Lindomar Mota dos Santos, a administração ainda não foi notificada da decisão do juiz, mas já está fazendo o desmembramento das taxas do município e do IPTU. ''Esperamos que agora a situação se normalize, porque o que estamos fazendo é facilitando a vida deles. Eles é que deveriam fazer a prestação de contas'', diz.
Pela manhã, o prefeito Barbosa Neto (PDT) ameaçou descredenciar o Evangélico do Sistema Único de Saúde (SUS) por descumprimento do contrato com o município e revogar o título de utilidade pública concedido ao hospital, o que proporciona a isenção de alguns impostos. O secretário municipal da Saúde Agajan Der Bedrossian disse que o cheque no valor de R$ 3,1 milhões está pronto, mas que a liberação depende da apresentação de certidões referentes que não foram repassadas à prefeitura.
O Hospital Evangélico suspendeu o atendimento no pronto-socorro na terça-feira passada, alegando que a prefeitura não fez o repasse de R$ 3 milhões referentes aos meses de junho e julho relativos aos honorários médicos e à manutenção do hospital. (Eli Araujo e Fernanda Carreira/Reportagem Local)

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