São Paulo - A Justiça de São Paulo negou a transferência do principal chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para o regime de isolamento. Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, está preso em Presidente Venceslau, no interior paulista.
A decisão do desembargador Péricles Piza, em caráter liminar, é de sexta-feira e foi tomada em resposta a um pedido do Ministério Público, feito em 2013. Na ocasião, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) solicitou a transferência de Marcola e de outros 34 membros do PCC para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que prevê isolamento do preso 22 horas por dia.
O pedido para o isolamento de Marcola foi negado em primeira instância. O Ministério Público recorreu, e impetrou um mandado de segurança, com pedido de liminar, contra a decisão do juiz de primeira instância.
Agora, o desembargador Piza julgou o mandado de segurança improcedente e afirmou, em sua decisão, que a sentença de primeira instância não apresentou vício ou ilegalidade para ter de ser corrigida.
O mérito da questão ainda será analisado em plenário por uma turma de desembargadores do Tribunal de Justiça.

Plano de fuga
No final de fevereiro, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) apresentou um novo pedido à Justiça para que Marcola seja transferido para o RDD, dessa vez com base em uma investigação que descobriu um plano de fuga do número um da facção e de outros três criminosos.
Não há ainda decisão judicial sobre esse pedido.
O RDD é a forma mais rígida de cumprimento de pena em São Paulo. Nesse sistema, o preso fica em cela individual, sem acesso ao noticiário, sem direito a visitas íntimas, e tem apenas duas horas diárias de banho de sol.

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