Justiça nega soltura de pai de Bernardo
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sexta-feira, 02 de maio de 2014
Natália Cancian<br>Folhapress 
São Paulo - A Justiça negou ontem o pedido de revogação da prisão temporária de Leandro Boldrini, suspeito de envolvimento na morte do filho Bernardo, de 11 anos, no Rio Grande do Sul.
Na decisão, o juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial de Três Passos, alega que a revogação da prisão temporária neste momento "seria medida temerária e prejudicial" às investigações.
O pedido de liberdade ocorreu após a enfermeira Graciele Ugolini, madrasta do garoto, dizer em depoimento na quarta-feira que o marido não participou do crime.
Segundo relato dela à Polícia Civil, a morte ocorreu de forma "acidental". Ela disse ter dado medicamentos para acalmar o garoto, que estava "agitado". Em seguida, notou que ele não reagia.
A polícia não disse qual remédio Ugolini afirma ter dado ao menino, mas o resultado de uma perícia apontou a presença do sedativo Midazolam no corpo dele. Ainda não se sabe, porém, qual a quantidade encontrada e se foi esta a causa da morte.
Para o juiz, o depoimento da madrasta não é suficiente para que a prisão seja revogada. "Não é de estranhar que ela negue a participação de Leandro no fato, em nítida tentativa, ao que parece, de proteger seu convivente e pai de sua filha", escreveu.
O advogado Jader Marques, responsável pela defesa do pai de Bernardo, nega que ele tenha participação no crime. Segundo Marques, Boldrini está "abatido" e precisou de atendimento médico nos últimos dias. Ele também teria sofrido ameaças de morte no presídio, afirma.


