Justiça nega reintegração de posse de parea ocupada por sem-terra em Matão Kelly Lima
Ribeirão Preto, SP, 23 (AE) - A juíza da 1ª Vara de Matão, no interior de São Paulo, Sílvia Elena Gigena de Siqueira
indeferiu pedido de reintegração de posse da área ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no município. Segundo a decisão judicial, a reintegração foi negada porque a área ocupada é "pequena" em relação a área total do terreno, na proporção de dois alqueires para um total de mil alqueires. A juíza argumentou, ainda, que o movimento "é legítima expressão de defesa da reforma agrária". O pedido foi impetrado pela Usina Bonfim, que arrenda parte das terras invadidas para o plantio de cana.
A área ocupada, localizada em Matão, à margem da Rodovia Washington Luís, integra a antiga Fazenda Chimbó, que fechou há cerca de seis anos e possui dívidas com o Banco do Brasil (BB) e Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Cerca de 600 famílias estão no local. A expectativa é de que com o final das safras de cana e laranja a população na área chegue a mil pessoas. Antes de decidir sobre o pedido, feito na segunda-feira
a juíza havia requerido a medição da área ocupada pelos sem-terra, o que foi feita por técnicos do Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRM), órgão subordinado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
A Usina Bonfim informou que vai recorrer da decisão. Segundo a Polícia Militar, não houve qualquer incidente no acampamento, montado desde o último sábado (18).





