Justiça nega recurso e Carli vai a júri popular
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quinta-feira, 08 de maio de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Primeira Câmara Criminal de Curitiba indeferiu ontem o último recurso do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho e confirmou a remessa do processo ao Tribunal do Júri, para que Carli seja julgado por júri popular por duplo homicídio com dolo eventual pela morte de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida em acidente de trânsito ocorrido em 7 de maio de 2009.
No recurso, chamado de embargos de declaração, a defesa de Carli contestava a decisão do Tribunal de Justiça, de 20 de fevereiro, que determinou a realização do júri. A Justiça paranaense já havia determinado a realização de júri popular em 2011, mas a defesa de Carli Filho conseguiu adiar a decisão com um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a realização de nova análise por parte dos desembargadores do TJ, o que ocorreu em fevereiro. Agora, a defesa contestava o texto da sentença.
O acidente pelo qual Carli Filho está sendo responsabilizado completou cinco anos na última quarta-feira. O ex-deputado dirigia o carro que atingiu o veículo onde as duas vítimas estavam. Os dois jovens morreram na hora. Ele dirigia em velocidade superior ao dobro da permitida na via e estava com a habilitação suspensa. Um exame de alcoolemia constatou a embriaguez do então deputado, mas o exame foi descartado do processo por ter sido realizado sem o consentimento do réu.
No julgamento dos embargos, ontem, a Primeira Câmara determinou apenas que todas as peças do processo que fizerem referência à alcoolemia devem ser retiradas dos autos.
A defesa do ex-deputado ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas devido à remessa do processo ao Tribunal do Júri, o recurso à instância superior não tem mais evento suspensivo. Assim, cumprida a burocracia e os prazos processuais, o Tribunal do Júri deve marcar o julgamento. "Minha expectativa é que consigamos marcar esse julgamento dentro de uns cinco meses", disse o advogado Elias Mattar Assad, que atua no processo como assistente de acusação. A defesa de Carli Filho foi procurada, mas não quis comentar a decisão.


