A juíza substituta da 1ª Vara Criminal de Londrina, Claudia Andrea Bertolla Alves, negou no final da tarde desta quarta-feira (14) o pedido da transferência da defesa do guarda municipal Fernando Ferreira das Neves, acusado de envolvimento na morte do estudante Matheus Evangelista, 18 anos, no dia 11 de março, da PEL 2 (Penitenciária Estadual). A intenção é que ele fosse removido para algum destacamento da GM. A decisão da magistrada acontece depois de manifestações contrárias à saída do réu do promotor Ricardo Domingues e do próprio diretor da penitenciária, Reginaldo Peixoto.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça nega pedido para transferir GM envolvido na morte de estudante da PEL 2
| Foto: Núcleo de Comunicação/Prefeitura de Londrina


Em ofício enviado à Justiça, ele pontuou que Neves "tinha plenas condições de permanecer no presídio porque está na ala de seguro com apenas dois presos e separado dos outros detentos". O documento foi entregue assim que o advogado Marcelo Aparecido Camargo, que defende o agente, afirmou que ele vinha "sofrendo ameaças" depois que o ex-guarda Ricardo Leandro Felippe, que matou três pessoas e feriu outras três em abril de 2017, foi encontrado morto em um das celas da PEL 2. O caso foi tratado como suicídio pela Polícia Civil. "Eles (presos) já mataram um e estão dizendo que vão matar outro", informou o defensor.

Sobre possíveis retaliações, Peixoto ponderou que "sempre foram tomados os cuidados de não misturar detentos do setor de seguro com o resto da massa carcerária, inclusive nos banhos de sol e visitas em dias específicos para que sejam preservadas a segurança e integridade física do preso". Antes do despacho judicial, Marcelo Camargo antecipou à FOLHA qual seria o posicionamento da defesa do guarda. "Vou pleitear a remoção do Neves para a vaga aberta pelo Michael Garcia".

Garcia, também denunciado pelo Ministério Público por envolvimento no assassinato de Matheus, obteve um habeas corpus na última sexta-feira (9) no Tribunal de Justiça. O desembargador Telmo Cherem determinou a saída dele de um dos destacamentos do Corpo de Bombeiros de Londrina, onde estava desde o fim de julho depois de ter deixado a PEL 1, no jardim Cafezal, região sul, por meio de decisão judicial.

O TJ ordenou que o réu seja reincorporado ao quadro de funcionários da Guarda Municipal, mas que cumpra apenas "serviços internos e burocráticos", e use tornozeleira eletrônica.

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