O juiz Marcos José Viera, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Londrina, indeferiu um pedido feito pelo Sinepe (Sindicato das Escolas Particulares de Londrina) para o retorno imediato das aulas na rede particular do município. Mesmo levando em consideração a adoção de medidas de combate à transmissão do coronavírus, o retorno na modalidade de ensino híbrido, ou seja, com a divisão das turmas, a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e a manutenção de atividades online em alguns dias da semana, o magistrado entendeu que a decisão do Poder Executivo sobre a suspensão das aulas é incontestável.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça nega pedido de rede particular para retorno às aulas presenciais
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Por enquanto, as aulas presenciais em Londrina estão suspensas até o dia 31 de agosto. Entretanto, o prefeito Marcelo Belinati (PP) já adiantou em transmissão ao vivo neste domingo que não acredita que até o início de setembro o município tenha condições de autorizar o retorno. "Tudo isso ainda vai ser analisado, mas acredito que se continuar desta maneira, o decreto deve ser prorrogado", disse.

De acordo com o diretor do Sinepe, Alderi Ferrarezi, Londrina possui atualmente 137 escolas de educação infantil e ensinos fundamental e médio, além de 13 instituições de ensino superior. Somados aos cursos livres, de idiomas e profissionalizantes, o número de instituições da cidade chega próximo de 250 empresas.

Para ele, depois de mais de cinco meses "fechados", é chegada a hora do município de Londrina avaliar a possibilidade de retorno às aulas "não como um todo, mas que particularize esta situação", disse. "Tem alunos que não estão conseguindo acompanhar mais as aulas remotas, ou porque cansaram, ou está com reais dificuldades. Há um percentual que pais que já se chatearam, trabalham o dia inteiro e chegam tarde. Tem os casos de alunos com necessidade especiais que precisam de um pedagogo para acompanhar, então nós queremos que o prefeito e as autoridades não olhem a situação como um todo para um contingente de 110 mil alunos, mas particularize esta situação", avaliou.

Assim como chegou a ser anunciado pela Seed (Secretaria de Estado da Educação), a entidade pretende realizar uma consulta pedagógica com as famílias para avaliar a parcela que pais e mães que autorizariam o envio dos filhos mediante a adoção de uma série de medidas de combate à transmissão do vírus, como o uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) a medição de temperatura tendo como limite 37 graus. No entanto, a Secretaria não respondeu aos questionamentos da FOLHA sobre os resultados deste levantamento até a publicação desta reportagem.

A previsão é de que o prefeito Marcelo Belinati deva prorrogar a suspensão das aulas tendo em vista o cenário epidemiológico na cidade ainda em expansão. Questionada na tarde desta terça-feira se a prefeitura poderá flexibilizar a suspensão das aulas ou adotar critérios diferentes para a rede particular, a secretária de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, afirmou que somente o prefeito Marcelo Belinati poderia avaliar. Já a sua assessoria de comunicação disse que Belinati não iria adiantar a decisão.

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