Igarapava, SP, 14 (AE) - A Justiça de Igarapava (SP) negou hoje pedido de liberdade provisória para o advogado Arthur Eugênio Mathias, acusado de ser o braço jurídico do crime organizado em Campinas. A apelação havia sido feita pelos advogados de Mathias, que está preso no 35º Batalhão da Polícia Militar em Campinas desde o dia 30 de novembro, após ser denunciado como líder de uma quadrilha de roubo de cargas no norte do Estado de São Paulo por um de seus ex-clientes, o motorista Adilson Frederico Luz.
Também hoje, o juiz Humberto Aparecido Rocha negou pedido da Promotoria de Igarapava para revogar a suspensão da liberdade provisória de Luz, concedida em novembro. Se fosse aceito o pedido da promotoria, Luz deixaria de ser considerado foragido da Justiça. Sua liberdade provisória foi suspensa, segundo o juiz, porque ele não foi encontrado em sua residência.
Segundo o promotor Rogério Sanches Cunha, ele também havia sido liberado porque colaborou com a Justiça delatando integrantes da quadrilha do narcotráfico, como o advogado Arthur Eugênio Mathias, mas o fato de ele ter voltado atrás em seu depoimento, ao afirmar que foi "forçado" pela promotoria a acusar Mathias, pode ter influenciado na suspensão de sua liberdade provisória, segundo o promotor.

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