Justiça nega liberdade a rapaz acusado de atropelar e matar mulher em Arapongas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de maio de 2019
Fernanda Circhia - Grupo Folha 

A 1ª Vara Criminal de Arapongas negou pedido de liberdade provisória para Rodrigo Santos Batistoni, 19 anos, acusado de atropelar e matar Vanessa do Prado Alves Machado, 33, no início de março em Arapongas. A decisão foi assinada na última sexta-feira (3) pela juíza criminal Raphaella Benetti da Cunha Rios.
Batistoni foi preso em 8 de março pela GM (Guarda Municipal) de Arapongas após o MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciar o rapaz por homicídio com dolo eventual.
Conforme a decisão, a prisão preventiva será mantida por garantia de manter a ordem pública. "Consta dos autos principais elementos e indicativos sobre ter o agente em tese atuado com a intenção (ainda que em sede de dolo eventual) de atropelar a vítimas, o que merece ser apreciado com maior cautela pelo Juízo ao poder a tutela penal e os bens jurídicos violados, ou seja, a vida", escreveu a juíza.
Além disso, Rios afirma que "consta ainda, que o requerente, após o atropelamento da vítima, se evadiu do local dos fatos sem prestar socorro". "Diante dessa situação que, além de demonstrar a reprovabilidade nos atos praticados pelo agente, revela grande repercussão social, ainda antevê nos autos os requisitos fundamentadores previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal, somados à existência de indícios de autoria e materialidade delitiva presentes na fase investigatória do Inquérito Policial, que sustentaram o oferecimento de denúncia em seu desfavor", pontuou.
Embora o rapaz não tenha outros registros criminais, a juíza acredita que a "concessão de sua liberdade não poderá, por ora, ser deferia pelo nível de periculosidade e reprovabilidade, visto a gravidade em concreta do fato".
A defesa alegou no pedido de liberdade que Batistoni está com depressão. Em relação à afirmação, Rios determinou comunicação imediata à carceragem e à autoridade policial (via ofício a ser respondido) para que providencie atendimento médico ao detento como medida de urgência, para avaliação e diagnóstico do estado de saúde. "A prioridade de atendimentos médicos foi, inclusive, objeto de deliberação em reunião havida em 02.05.2019 com as forças de segurança atuantes nesta Comarca. Autue-se em apartado a resposta ao ofício como pedido de providências apenso aos autos principais, abrindo-se vista às partes, com posterior conclusão", concluiu.
A reportagem não conseguiu falar com a defesa do rapaz.
O CASO
No começo do mês de março, Vanessa Machado estava com seu namorado, Daniel Machado, indo em direção ao carro que estava estacionado perto da paróquia onde estavam, quando uma Saveiro de cor branca entrou pela contramão e atingiu Vanessa. Na ocasião, Batistoni fugiu sem prestar socorro. Socorristas do Siate e Samu estiveram no local para atender a mulher e a encaminharam ao hospital. Três dias após o atropelamento a mulher teve morte cerebral e a família autorizou doação de órgãos. Vanessa era moradora de Cambé e deixou três filhos.


