Brasília, 08 (AE) - O Ministério da Justiça não vai sugerir alteração no projeto de lei que proíbe a venda de armas no Brasil, enviado pelo governo ao Congresso Nacional. No ministério, as declarações do secretário Nacional dos Direitos Humanos, José Gregori, sobre supostas exceções no projeto, foram consideradas pessoais.
O ministro da Justiça, Renan Calheiros, informou hoje, por intermédio de sua assessoria, que não pretende fazer modificações no texto, deixando a tarefa, caso necessária, aos parlamentares. O governo federal só enviou o texto ao Congresso depois de constatar, em pesquisa, que a maioria da população brasileira aprova a suspensão da venda de armamentos.
Gregori disse que o texto poderia abrir exceções para compra de armas para quem vive em regiões onde é preciso se defender de animais selvagens, por quem transporta valores ou em casos de emergência. Assessores do Ministério da Justiça lembraram que o projeto já admite a venda de armas para empresas de segurança credenciadas.
As declarações de Gregori estão na contramão do que o ministro Renan Calheiros vem defendendo desde o início. Renan disse defende a venda de armas apenas para empresas de segurança
serviços de inteligência, Forças Armadas e polícias. O ministro fez questão de incluir a proibição de venda de armas para caçadores e colecionadores.

mockup