A Justiça Militar acolheu a solicitação da Promotoria da Vara Militar e decidiu arquivar o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar o confronto entre policiais militares e professores ocorrido em 29 de abril do ano passado, no Centro Cívico, em Curitiba. A decisão, divulgada ontem, é assinada pelo juiz Davi Pinto de Almeida, da Vara da Justiça Militar Estadual.
O confronto, ocorrido durante a greve dos professores, começou quando os manifestantes tentavam impedir que a Assembleia Legislativa votasse a lei que promoveria mudanças na previdência da categoria. Os professores tentaram forçar a entrada no prédio da Assembleia e os policiais agiram para evitar a ação. O episódio, que durou duas horas e meia e ficou conhecido como "A Batalha do Centro Cívico", terminou com 195 civis e 23 militares feridos.
Segundo o juiz, o inquérito não apontou nenhum indício que demonstre que os 1.682 militares destacados para a operação tivessem "a intenção deliberada de destruir, deteriorar, ou fazer desaparecer coisa alheia".
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) em Londrina, Márcio André Ribeiro, lamentou a decisão. "É uma vergonha não só para o Paraná, mas para o País. Não há dúvidas de que os policiais estavam fazendo o trabalho deles. Eles cumpriram ordem de superiores e cumpriram bem cumprido." Ribeiro ressaltou que as ações impetradas pela APP e por outros sindicatos referentes ao confronto continuam a correr na Justiça comum. No próximo dia 29 de abril, a APP-Sindicato irá realizar manifestações para relembrar o episódio. A reportagem não conseguiu contato com o Comando Geral da PM no Paraná.

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