Justiça mantém prisão de suspeitos de agredir motorista de aplicativo
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segunda-feira, 16 de julho de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Justiça de Londrina manteve a prisão de João Victor Moraes da Silva, 20, Gabriel Henrique Santos de Souza, 20, e Luana Thaina Ribeiro dos Santos, 21, suspeitos de envolvimento no assalto de um motorista do aplicativo Coolt, registrado na semana passada. A audiência de custódia foi realizada na última sexta-feira (13). Foi decretada a prisão preventiva de Cristian Deivid Santos Ferreira, 18 anos, mas até a tarde desta segunda-feira (16), ele continuava foragido. O trabalhador, que continua hospitalizado, atendeu uma chamada de Luana no Terminal Rodoviário até o conjunto Eucaliptos, zona leste. Quando o condutor chegou ao endereço, não encontrou a jovem, mas se deparou com Gabriel e João Victor, que anunciaram o roubo.

Enquanto um dos criminosos assumiu a direção do veículo, outro rendeu o motorista com uma faca no pescoço. A dupla seguiu até um bar na rua Santa Terezinha para pegar Cristian. Depois, os ladrões foram até a Estrada do Limoeiro, onde amordaçaram a vítima com uma camiseta e a espancaram até que perdesse a consciência. Com auxílio de uma empresa de rastreamento, policiais civis da 10ª Subdivisão (SDP) foi encontrado na esquina das ruas Nossa Senhora de Lourdes e Santa Clara.
Pela gravidade do fato, a juíza Zilda Romero, que presidiu a sessão, afirmou "que nem mesmo a monitoração eletrônica - notadamente a mais gravosa das medidas cautelares diversas da prisão - seria suficiente para evitar que voltem (suspeitos) a delinquir". Há menos de uma semana, João Victor foi condenado a um ano e 10 meses em regime aberto por ter roubado um celular de R$ 1,2 mil em fevereiro de 2017. O crime ocorreu na avenida São João. Em depoimento à Justiça, a mulher que terminou assaltada informou que, por necessitar de transporte fornecido pela prefeitura para tratamento médico, usava o aparelho para combinar antecipadamente a carona com o motorista da van.
Enquanto ligava, disse ter sido surpreendida por João Victor. Ela observou que, "passado o susto inicial, começou a correr atrás do acusado e a gritar avisando os populares sobre o roubo, o que acarretou na detenção do mesmo. Meu prejuízo foi mínimo, já que apenas a película instalada no celular foi danificada. Ele (João) estava muito bem vestido", relatou.
A prisão do quarteto provocou uma carreata de motoristas de aplicativos de Londrina até a sede da delegacia central, na rua São Pedro. Os suspeitos ainda não haviam constituído advogados.
(Atualizada às 16h30)


