Justiça mantém prisão de homem que extorquiu professora de Londrina
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quarta-feira, 16 de maio de 2018
Rafael Machado e Luis Fernando Wiltemburg<br>Grupo Folha 
O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Delcio Miranda da Rocha, entendeu como "necessária e latente" a manutenção da prisão preventiva de Ronaldo Gonçalves Dias, preso em dezembro do ano passado depois de extorquir uma professora da rede estadual de Londrina. Ele foi detido em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro enquanto sacava o dinheiro transferido pela funcionária pública. A investigação foi coordenada pelo setor de Furtos e Roubos da 10ª Subdivisão Policial (SDP), que conseguiu acesso do suspeito no circuito interno das agências bancárias.
O caso surgiu depois que a servidora e o filho de cinco anos desapareceram, mas foram localizados 24 horas depois em um hotel de Cambé (Região Metropolitana de Londrina). "Entendo que persistem os motivos da segregação preventiva, especialmente pela citada garantia à ordem pública, entendo como relevante a manutenção da prisão cautelar neste autos", disse o magistrado na decisão.
Tudo começou quando a professora recebeu uma ligação dizendo que um parente estaria sequestrado. Ela temia que a filha também fosse vítima do sequestro. Seguindo ordens dos golpistas, a profissional se desfez do aparelho celular e adquiriu outro, com o qual mantinha contato apenas com os autores do golpe, que orientavam as quantias a serem repassadas.
Na época, o delegado da Furtos e Roubos da 10ª SDP, Thiago Vicentini, declarou que Ronaldo Dias é tio de Márcio Dias da Costa, que cumpre pena em um presídio do Rio de Janeiro e é suspeito de ser o autor dos telefonemas. Além disso, uma outra conta bancária, que seria da mãe de Costa, também teria sido usada.


