Curitiba - Doses da vacina contra a gripe A (H1N1) estarão disponíveis para a toda a população no Paraná. É o que diz a liminar concedida ontem pela 2 Vara Federal de Curitiba, que acatou o pedido de imunização para todas as faixas etárias, incluindo a população considerada de menor risco pelo Ministério da Saúde. Com essa medida, a União deve disponibilizar, em vinte dias, doses adicionais da vacina, suficientes para atender as pessoas de três a 19 anos, 40 a 49, 50 a 59 e com mais de 60. A Justiça também determina, que em dez dias seja divulgado um novo calendário de vacinação.
A mudança ocorreu depois que a procuradora da República no Paraná, Antonia Lélia Sanches, entrou com ação civil pública no mês passado, pedindo à Justiça Federal uma avaliação mais detalhada sobre as condições climáticas no Sul do país e dos dados epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa). As informações divulgadas pela Sesa, no Relatório de A (H1N1) Pandêmico, revelou uma maior suscetibilidade do Estado à gripe. Isso levou a juíza da 2 Vara Federal de Curitiba, Gisele Lemke, a aceitar o pedido, interpretando a necessidade de imunizar toda a população.
Até agora, foram registrados no Estado 524 casos da gripe A (H1N1) e sete óbitos em 2010 (um em Curitiba, dois em Ponta Grossa, um em Pato Branco, dois em Maringá e um em Londrina). Segundo a Sesa, 35% dos grupos de risco, determinados pela União, já foram imunizados no Paraná. A meta é vacinar 80% dessa população. Em 2009, dos 63.520 casos da gripe A (H1N1), registrados no Estado, 290 foram fatais.
Em nota oficial, o Ministério da Saúde informou que não foi notificado sobre a liminar e que responderá à Justiça com base em argumentos técnicos. Em desfecho à nota, acrescenta que a decisão é liminar e que vai recorrer. Não houve manifestação oficial da Sesa sobre a medida.
Laboratórios particulares de todo o Brasil, incluindo do Paraná, começaram nesta semana a receber doses da vacina contra o H1N1 para serem comercializadas. Em Curitiba, a previsão é que estejam disponíveis a partir de hoje. Essas doses foram fabricadas pelo laboratório Abbot e são do tipo trivalente (imunização para três tipos de vírus).
Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, o preço máximo que as clínicas de imunização podem cobrar pela vacina é R$ 44,11, mas essas unidades ficam livres para acrescentar custo de aplicação do medicamento.(Colaborou Adriana De Cunto)

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