Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina obriga a Universidade Estadual de Londrina (UEL) a matricular no curso de Medicina uma estudante que teve a homologação de matrícula negada pela comissão que avalia o sistema de cotas.

O grupo considerou que ela não possuía "pele de cor preta ou parda". Na defesa, a UEL defende a legalidade da comissão encarregada de entrevistar os candidatos que se declararam negros ou pardos, "prevista nos atos normativos editados pela universidade no exercício de sua autonomia administrativa".

O juiz Marcos José Vieira tomou como base a fotografia da estudante que, segundo ele, a distinguem notoriamente como pessoa da raça negra. "Os cabelos da requerente são encarapinhados e sua boca possui contornos pronunciados, características que, aliadas à cor mais para o moreno de sua pele, são bem próprias de pessoas de origem negra".

Outro argumento é a comparação com uma candidata aprovada em Medicina pelo sistema de cotas, considerada mais branca do que a autora da ação.

A estudante também pedia indenização por danos morais à universidade, negada pelo juiz.

A procuradoria jurídica da universidade afirmou que ainda não foi notificada da sentença.

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