Anapu - A Justiça de Pacajá, no Pará (521 km de Belém), decretou ontem a prisão de um quarto suspeito do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, 73, em Anapu (oeste do Estado).
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil no Pará, Luiz Fernandes Rocha, Vitalmiro Bastos de Moura, 34 anos, proprietário de terras da região, estava incluído entre os suspeitos desde o início das investigações, mas a polícia não havia pedido a prisão, pois só possuía o apelido do acusado.
O delegado de Anapu, Marcelo Ferreira de Souza Luz, disse que, com base em depoimentos de testemunhas, ele seria o mandante do crime. De acordo com a polícia, ele é o dono do lote 55 a CPT (Comissão Pastoral da Terra) apontava Dinair Feijó Cunha como o mandante do crime e proprietário do loteamento.
Os outros três que já tiveram a prisão preventiva decretada são Amair Feijoli da Cunha, Uilquelano de Souza Pinto e José Maria Ferreira. Todos estão foragidos.
O laudo divulgado pelo IML (Instituto Médico Legal) de Belém (PA) apontou ''hemorragia com laceração intracraniana devido a um projétil de arma de fogo'' como a causa da morte.
De acordo com o médico legista Eualt Oliveira, Dorothy Stang foi alvejada por seis tiros, e não nove, como fora divulgado pela Polícia Civil de Anapu.

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